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Atividade Física e Envelhecimento

Cada vez mais estudos vêm evidenciando a atividade física como recurso importante para minimizar a degeneração provocada pelo envelhecimento e possibilitando ao idoso manter uma qualidade de vida ativa. Visto que ela tem potencial para estimular várias funções essenciais do organismo. Mostra-se não só um coadjuvante importante no tratamento e controle de doenças crônico-degenerativas (como diabetes, hipertensão e osteoporose).

Mas é também essencial na manutenção das funções do aparelho locomotor, principal responsável pelo desempenho das atividades da vida diária e pelo grau de independência e autonomia. O fenômeno do envelhecimento populacional que ocorre no mundo levanta questões importantes, seja no ponto de vista pessoal, seja no ponto de vista socioeconômico, questões essas que são interdependentes.

O mais importante dentre essas questões é a de saber se o ciclo de vida aumentado pode ser vivido com qualidade, ou se tratará apenas de um período de aumento de estados patológicos e de morbidade. Entre os mecanismos preventivos certamente a atividade física deve ser um componente importante, pois o envelhecimento associa-se, obrigatoriamente, à redução da capacidade aeróbia máxima, da força muscular, das respostas motoras mais eficientes, da capacidade funcional geral, ou seja, a redução da aptidão física.

Como uma consequência da diminuição da tolerância ao esforço físico, um grande número de pessoas idosas vivem abaixo do limiar da sua capacidade física, necessitando somente de uma mínima intercorrência na saúde para tornar-se completamente dependente. Estudos em Gerontologia têm demonstrado que a atividade física junto com hereditariedade, alimentação adequada e hábitos de vida apropriados podem melhorar muito a qualidade de vida dos idosos.

O declínio linear natural das capacidades funcionais, que se inicia ao redor dos 30 anos, pode ser substancialmente modificado pelo exercício, pelo controle do peso e pela dieta. Evidências demonstram que mais da metade do declínio da capacidade física dos idosos deve-se ao tédio, à inatividade e à expectativa de enfermidade. Pesquisas sugerem que 50% do declínio, frequentemente atribuído ao envelhecimento biológico, na realidade é provocado pela atrofia por desuso, resultante da inatividade física.

O exercício físico regular e sistemático aumenta ou mantém a aptidão física na população idosa e tem o potencial de melhorar o bem estar funcional e, consequentemente, diminuir a taxa de mortalidade e de doenças crônicas entre essa população. Dentre estas, são citadas as doenças coronarianas, a hipertensão, colesterol, diabetes não insulino dependente e o câncer.

Nos últimos anos os profissionais da saúde têm enfatizado a necessidade de prevenir ou retardar o desenvolvimento das doenças crônicas que acometem a população idosa através da manutenção do bem-estar funcional. Além do significativo impacto que a atividade física pode ter sobre a prevenção e o tratamento de doenças crônico-degenerativas em idosos ela tem efeitos importantíssimos na manutenção da capacidade funcional mesmo na presença de doenças.

Vamos citar alguns efeitos dos exercícios físicos para você envelhecer com saúde:

  • Efeitos da atividade física sobre a capacidade funcional

Estimativas da incapacidade funcional decorrente das limitações físicas apontam para o fato de que uma grande porcentagem das pessoas tem dificuldade ou incapacidade para realizar as atividades cotidianas como carregar peso ou caminhar alguns quarteirões, sendo que tal dificuldade aumenta com a idade. O valor do exercício físico para o idoso sobre a sua aptidão física e funcional tem um papel importante na melhora da função cardiorrespiratória, resistência muscular, potência muscular, flexibilidade, tempo de reação e composição corporal. Esses processos reduzem o risco de doenças crônicas, melhorando a condição geral do idoso.

  • Efeitos da atividade física sobre o sistema cardiovascular

O envelhecimento envolve mudanças na estrutura e na fisiologia cardiovascular que não levam, necessariamente, a ocorrência de patologias. No entanto, observa-se um declínio da função cardiovascular que implica em uma diminuição da capacidade do coração em adaptar-se ao stress imposto. Tem se observado que a atividades aeróbias como a caminhada,  melhoram a função cardiovascular, tanto em jovens quanto em idosos.

  • Efeitos da atividade física sobre a prevenção e o tratamento da doenças crônicas

Além do significativo impacto que o exercicio físico pode ter na manutenção da capacidade funcional do idoso, ela pode ter efeitos importantes na prevenção e no tratamento de doenças crônicas que podem surgir no envelhecimento. Iso que dizer que ela pode diminuir a taxa de morbidade e de morte precoce, além de preservar a qualidade de vida e o aumento da longevidade em condições ótimas de saúde.

  • Atividade física e obesidade

Vinte e cinco por cento da população americana é obesa, sendo que a maior prevalência é em indivíduos com mais de 45 anos. A obesidade está associada a doenças crônicas tais como as doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol, diabetes tipo II e certos tipos de câncer. A adiposidade ganhada na meia-idade tende a acumular-ser no tronco. Esse padrão de gordura inclui células que estão associadas a efeitos deletérios para a saúde. A atividade física está associada a redução da adiposidade entre jovens e adultos. Vários estudos epidemiológicos mostram que a atividade física vigorosa está associada à mobilização preferencialmente de gordura abdominal do que periférica.

  • Atividade física e hipertensão

Dentre as várias doenças que acometem o idoso, a hipertensão é a de maior prevalência e uma das que mais se relaciona com mortalidade e morbidade. Nas sociedades ocidentais, 30 a 50% das pessoas ao redor dos 60 anos são hipertensas. Assim, algumas atitudes auxiliam no controle da hipertensão como a restrição de sódio, restrição do consumo de álcool, redução do peso corporal e atividade física. Há evidências que sugerem que idosos ativos fisicamente têm pressão arterial mais baixa que os não ativos, mostrando assim o benefício do exercício físico moderado sobre a hipertensão em indivíduos adultos.

  • Atividade física e colesterol alto

Aproximadamente 30% dos americanos com mais de 60 anos tem elevado nível de colesterol. Dieta e exercício são as duas modalidades conhecidas de tratamento que infuenciam os níveis de lipídeos e lipoproteínas, tendo a dieta um impacto mais significativo. Estudos têm mostrado níveis de lipídeos e de lipoproteínas mais baixos entre indivíduos de meia idade e idosos ativos que entre seus pares não ativos.

  • Atividade física e diabetes não insulino dependente

O diabetes não insulino dependente (tipo 2) acomete sujeitos adultos e, particularmente, os obesos. É uma das doenças crônicas mais comuns entre idosos. O controle correto do diabetes sustenta-se sobre uma tríade: alimentação, medicamento e atividade física. Múltiplos são os benefícios do exercício físico para o diabético, como facilitação da queima de glicose pelos músculos – o que melhora o controle diário do diabetes; aumento da ação dos medicamentos; redução da quantidade de insulina diária, redução do peso corporal, diminuição da resistência à ação da insulina nos vários tecidos do corpo, aumento da remoção e tolerância à glicose.

A obesidade é uma condição importante para levar à insensibilidade a insulina e à intolerância à glicose, e é um importante preditor do diabetes tipo 2. Assim, o exercício físico evidencia-se como um elemento básico na prevenção e no tratamento do diabetes tipo 2.

  • Atividade física e osteoporose

Um dos mais sérios problemas de saúde pública no mundo é a osteoporose, uma vez que ela incapacita (ou até mesmo invalida) grande número de pessoas, especialmente mulheres após a menopausa, pois a ela associa-se fraturas. Essa condição resulta em ossos fracos, frágeis que se quebram facilmente. O exercício físico tem um efeito duplo na diminuição dos riscos de fraturas: pelo decréscimo da incidência de quedas e pelo aumento da quantidade e qualidade dos ossos, beneficiando não só o conteúdo mineral ósseo, mas igualmente outros fatores relacionados aos riscos de fraturas como a força muscular, a flexibilidade, o tempo de reação e o equilíbrio.

Assim, um programa de atividade física para idosos também deve contemplar atividades que melhorem todos esses aspectos, de modo a reduzir o número de quedas, aumentar a resistência óssea a fraturas e reduzir o impacto sobre as áreas mais vulneráveis.

Pensando em todos os aspectos citados acima, o programa fisiofit sênior associa alimentação consciente a exercícios físicos específicos para cada indivíduo, levando em consideração suas queixas e necessidades. Com mais de 20 anos de experiência e muitos casos de sucesso, nossa missão é promover a conscientização da importância do cuidado no processo de envelhecimento.

Deixo aqui algumas recomendações para que você comece hoje mesmo a mudar seus hábitos e caminhar rumo a um envelhecimento com mais qualidade:

  1. Ao cuidar de pequenas incumbências, vá à pé;
  2. Estacione o carro a uma distância maior do trabalho e use a escada ao invés do elevador;
  3. Chame um amigo para caminhar;
  4. Escolha aquela música que gosta e dance;
  5. Seja positivo nas suas atitudes diárias;
  6. Beba mais água;
  7. Coma frutas, verduras e legumes;
  8. Reduza a ingestão de sal, açúcar e gorduras

São pequenas atitudes que só dependem de você!

Clique aqui e conheça o guia prático que irá te ajudar a evoluir no caminho para uma vida mais ativa e saudável.

Marco Lopes Personal Trainer e Fisioterapeuta
Danielle Castellani Nutricionista

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