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Exercícios Físicos e Prevenção de Doenças

Benefícios do execício físico e alimentação equilibrada na prevenção de Acidente Vascular Cerebral

A principal causa de morte em todo o mundo é a doença cardiovascular. Há ainda muito por fazer para consolidar o papel que a atividade física preventiva e a alimentação têm para o aumento da longevidade e a saúde cardiovascular, além de se fundamentar somente na farmacologia. Os fatores de risco podem ser classificados em 2 tipos: os não modificáveis ( idade e história familiar) e os modificáveis (hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, hipercolesterolemia, dieta pouco saudável e sedentarismo).

Assim, fica claro e lógico que o indivíduo tem a possibilidade de intervir nos fatores modificáveis e tomar a decisão de agir sobre esses fatores de risco para prevenir as doenças cardiovasculares. O sistema cardiovascular envolve a saúde do coração, dos vasos sanguíneos e dos pulmões. Os fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia, também melhoram com atividade física e alimentação adequada, assim como o risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral.

Entretanto, enquanto fatores como hipertensão arterial, hipercolesterolemia, obesidade e diabetes podem ser favoravelmente modificados pelo exercício e mudanças na alimentação, estes por si só não podem alterar o risco global, pois a abordagem mais efetiva para redução do risco coronariano inclui cessação do tabagismo, redução do stress e a utilização de medicamentos, se necessário.

Fatores que elevam os níveis de colesterol

Quatro fatores dietéticos importantes elevam os níveis de triglicérides e colesterol sanguíneos, aumentando assim o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. São eles: as gorduras saturadas, o colesterol, os carboidratos e as gorduras trans. Dessa forma, sua ingestão deve ser reduzida, ao passo que o consumo de alimentos protetores cardíacos deve ser aumentado.

Dentre os fatores de risco para doenças cardiovasculares, um se destaca por ser o mais importante: a dislipidemia. As dislipidemias podem ser definidas como distúrbio do metabolismo lipídico, com repercussões sobre os níveis de lipoproteínas na circulação sanguínea, bem como sobre as concentrações de seus diferentes componentes.

A lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) é a maior carreadora de colesterol para as células e está associada ao início e à aceleração do processo de aterosclerose.  Já as lipoproteínas de alta densidade (HDL-c), são de extrema importância, pois participam do transporte reverso do colesterol, sendo consideradas anti-aterogênicas (induzem à regressão de placas de ateroma – fator protetor cardíaco).

Colesterol

Ter o HDL-c alto é prejudicial à saúde? Não, pelo contrário. Algumas pessoas, normalmente mulheres, têm HDL muito elevados, às vezes acima de 100 mg/dL. Isso não indica qualquer doença. Na verdade, são pessoas afortunadas pois apresentam baixo risco de doença cardíaca, principalmente se o LDL for baixo. Portanto, ter HDL alto é bom, pois esta é uma forma de colesterol que nos protege contra a aterosclerose. A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicerídeos no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL. (impacto do exercício fisico)

Valores de referência para Colesterol total e frações:

tabela-colesterol

Recomendações: exercício aeróbio de intensidade moderada (50 a 65% da frequência cardíaca máxima), 200 minutos semanais. (CARVALHO; MAREGA, 2012)

A importância da alimentação adequada

Reduzir o consumo alimentar de: alimentos ricos em gordura saturada ( principalmente carnes vermelhas, leite e seus derivados integrais, óleos vegetais como os de dendê e coco, chocolates, bolachas recheadas, salgadinhos), carboidratos simples (farinhas brancas e açúcar refinado) e gorduras trans (gordura vegetal hidrogenada, margarinas duras, sorvetes, chocolates, pães recheados, molhos industrializados para saladas, gorduras usadas para fritura industrial e cremes para sobremesas). Deve-se também reduzir o total de gorduras ingeridas diariamente e prestar atenção à quantidade de calorias. Quanto maior for o excesso de calorias ingeridas, maior é a chance de aumentar o peso.

Priorizar o consumo alimentar de: alimentos com gorduras poliinsaturadas (óleos vegetais, sardinha, salmão, atum, linhaça), gorduras monoinsaturadas (azeite de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e oleaginosas – castanhas e amêndoas), soja, fibras (frutas, aveia, cevada, feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha, vegetais e saladas).

Alimentos que reduzem o risco de doenças cardiovasculares

Alguns alimentos possuem flavonóides em sua composição. Os compostos flavonóides são oxidantes com efeito redutor no risco de doenças cardiovasculares. Os alimentos que contém flavonóides são: amora, morango, uva (suco de uva), maçã, alho, cebola e vinho tinto.

Bebidas alcoólicas

Contudo, considerando-se que o consumo de bebidas alcoólicas pode elevar os níveis de triglicérides e glicemia, aumentar a pressão arterial e favorecer o ganho de peso, segundo as Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias, não é recomendado o seu consumo na prevenção de aterosclerose.

Prevenir sempre é melhor do que remediar. Pense em como você quer estar daqui a 5, 15, 30 anos e comece hoje a adotar melhores hábitos de vida.

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