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Enquanto crianças e adolescentes é bastante comum que tenhamos vários amigos. O ambiente escolar, os esportes, as aulas de atividades extracurriculares, a vizinhança, o clube e o ambiente de trabalho são fatores que nos incentivam ao convívio social. Ter amigos é algo muito positivo na vida de qualquer pessoa.

Os amigos se encarregam de nos arrancar risadas, de nos proporcionar um maravilhoso sentimento de pertencimento, de companheirismo e de apoio, especialmente quando vivemos momentos difíceis. A amizade é uma dádiva que a vida nos dá e é sempre importante desfrutar de bons momentos ao lado de nossos amigos.

Diante dessas afirmações, cabe a nós nos fazermos a seguinte pergunta: “se a amizade é uma coisa tão boa, por que nos afastamos de nossos amigos ao longo da vida? Por que deixamos que o contato se perca e permitimos que a correria do dia a dia nos consuma tanto” Você faz isso ou conhece pessoas que fazem? Por que você acha que isso acontece?

Não é raro que o afastamento venha, mais cedo ou mais tarde, por mais divertida que uma turma de amigos possa ser e por mais que se amem muito. No entanto, a prioridade da vida das pessoas atualmente é o trabalho, os estudos, a sobrevivência, a construção de carreiras sólidas e padrões de vida confortáveis para toda a família.

Ambicionamos isso talvez muito mais do que deveríamos e o resultado são contas gordas com titulares infelizes, solitários e perdidos. Isso tem um significado muito mais importante do que parece: o trabalho é extremamente importante, assim como o dinheiro, mas não são tudo. O ser humano precisa de contato físico, de olhares sinceros, conversas estimulantes.

Precisa de amor, amizade, companheirismo e sentir que há no mundo milhões de pessoas que capazes de compreendê-lo. Se você acha que isso não é verdade, talvez não esteja dando valor às pessoas à sua volta e não sabe o que é capaz de sentir quando elas forem embora de vez da sua vida.

A nostalgia

A nostalgia é um sentimento que vem nos informar uma importante mensagem: “já passou”. Vem nos dizer que o momento em que fomos felizes, dinâmicos, rodeados de pessoas em um tempo bom, passou. Porém, é importante definir bem a nostalgia. Ela não é má, afinal. Podemos considerá-la apenas como um indicador.

Ela aperta o nosso peito, nos enche de saudade. O coração pulsa novamente com o carinho daqueles que se foram deste mundo ou ainda permanecem nele, mas distantes, cada uma em seu universo particular. Aquelas pessoas com as quais você compartilhou tantas coisas importantes já não estão mais ao seu alcance como estiveram um dia. Onde será que estão? O que têm feito da vida?

A nostalgia nos faz olhar pra dentro de nós mesmos para questionar também a nossa situação atual. Você sabe que foi feliz e que teve bons momentos, mesmo com o dinheiro curto, sendo pressionado e com muitas coisas a fazer. Bom, tudo isso passou. E o que resta agora? O que você está fazendo da sua vida na sua época atual? Você se considera uma pessoa feliz?

O afastamento

Se muitos amigos se afastam de nós rapidamente, é preciso avaliar nossa tendência natural de nos afastar para trabalhar ou fazer outras coisas que julgamos mais importantes. É muito delicada essa questão de prioridades. É difícil mensurar o valor de uma amizade, do tempo que você dedica à sua família e do que é necessário ceder ao trabalho.

Geralmente, só sabemos o quanto uma pessoa nos faz falta quando ela não está mais ali por algum motivo, mas deixar que as coisas cheguem a este ponto nunca é a melhor saída.

Se o telefone toca e você não atende, as mensagens chegam no seu celular e você está cansado demais para responder ou está ocupado; se as pessoas vão até a sua casa para te ver e você se esconde ou fazem convites diversos e você recusa, é bem provável que você esteja buscando o isolamento de forma proposital e é preciso ter bastante cuidado com isso.

Embora o isolamento pareça ser um oásis no meio de um deserto quando você tem uma vida bastante conturbada e o seu tempo está sempre contado, tudo isso é uma grande ilusão. O isolamento como descanso é uma peça que pregamos em nós mesmos e que pode nos trazer grandes consequências no futuro.

Quando nos isolamos nos sentimos no direito de recusar nossa própria presença a muitas pessoas que amamos, com a desculpa de que temos outras prioridades, adiando sempre possíveis encontro, conversas, programas, etc. Você conseguirá se isolar por um tempo, mas logo perceberá que algo lhe incomoda e descobrirá que é a falta daquelas pessoas que você afastou!

Abra-se para novas amizades

Sempre é bom fazer novas amizades. Você pode abrir-se para conhecer pessoas em qualquer lugar: academias, grupos de caminhada e corrida, aulas de dança, bares, viagens, eventos do trabalho, festas de família e muitas outras ocasiões. Afinal, por que não trocar uma boa ideia com aquele casal que parece ansioso para conversar? Por que não compartilhar a sua mesa quando estiver em algum jantar e não conhecer ninguém?

Um mundo totalmente novo abre as portas para você quando você conhece alguém diferente. Não se trata de sair por aí puxando assunto com as pessoas e forçando a barra para acontecer, mas por que não abrir-se quando a ocasião favorecer?

Não há idade, desculpa ou argumento para contrariar a afirmação de que novos amigos são sempre bem-vindos. Se você se afastou daqueles de antigamente e identificou-se nos problemas que mencionamos neste artigo, nada lhe impede de mudar essa realidade a partir de agora.

Topar aquele encontro que o seu velho amigo de infância vem lhe convidando há tempos, comparecer ao jantar dos vizinhos ou mesmo curtir um fim de semana divertido com a família do seu cônjuge. Abra-se, tire a mente do trabalho, da solidão e do isolamento e seja feliz ao lado de pessoas que podem ser o seu maior apoio por toda a vida!

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